Joga tudo em mim que eu aguento!

Vem!

Confia em mim. Joga todos os seus problemas. Pode jogar! Eu aguento! Eletrônicos e objetos cortantes estão no pacote. Se cortar, tenho BAND-AID de personagem, vai até ficar fofo. Se o corte for grande colamos vários, sempre quis um mini-dinossauro colado no corpo, vai ser como uma tatuagem provisória, se ficar cicatriz melhor: tatuagem perpétua, vai até ficar estilosa. Só não vale me culpabilizar por eles. Me poupe de sofrer por injúrias injustas, mas não se poupe de gritar, xingar e até ser de fato injusto com eles, pra mim, por você.

Vem, pode vir. Pode jogar tudo. Sou de pedra. Um conjunto composto de fortes pedregulhos ao seu serviço. Sou seu poço que quando tu gritar “porra!” vai te responder “isso mesmo, xinga esse povo!”. Que quando tu gritar “eu não aguento mais vocês!” vai te responder “mas eu aguento você, por você. Então joga! Se joga! Grita! Briga! Permita-se ser cruel! Permita-se sentir ódio! Ele anda lado a lado com o amor! Eu sou o amor, seja o ódio!” só não me odeie.

Os nossos problemas, estes de cria pessoal mesmo, a gente tira a poeira, dobra, guarda na gaveta o que precisa guardar e manda pro lixo o que não der pra ficar. Sem crise. Sem pânico. Sem grito. Mas o alheio não! Sou sua tela branca e tua boca é sua tinta. Faz sua arte! Mergulha! Não deixa implodir. Explode em mim que eu te seguro. Deixe-se quebrar. Se arrebentar de tanto esmurrar as paredes da alma. Prometo colar todos os pedacinhos de volta onde eles devem estar. Prometo não errar! Já não preciso de mapa nem manual, não se preocupe, decorei você no coração.

Sou seu Reclame Aqui, não ajudo a resolver mas ajudo a suportar. Então rasga o verbo! Rasga a senha. Fura a fila. Se intrometa. Meta o dedo. Fale! Não tenha medo da truculência ou hipocrisia. Selvageria faz parte do homem! Seja homem: bata. Seja mulher: bata. Pegue o dicionário e use todo o dialeto proibido. Mude o português. Assassine! Mande seus ‘pobremas’ pra puta que pariu! Liberte-se desta merda. Mande um foda-se! Com dedo do meio como escultura divina e tudo. É capaz de eu te fazer um cartaz. Vamos às ruas reclamar! Reclamar pelo nosso direito de reclamar. Ótimo! Nele estará escrito, em letras disformes, feias, garrancho garantido pela minha caligrafia de horror, pressa e natureza: fodam-se todos. A boca não fica de fora, escancarada, tomando vento, frio, mosquito, e deixando sair saliva grossa enquanto grita: ei juiz vai tomar no cu. No coração, a batida ritmará nossa marcha com o enredo dizendo: eu amo você.


Sincero, eu espero,
Gui Morais.
24 anos, publicitário.
Facebook: Sincero, Eu Espero.

Instagram: mr.gmorais.
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