24

Fiz 24.

24 é um número que gera polêmica, piada e, na sua mínima empáfia possível, uma comoção que seja, entre troca de olhares e risadinhas. Sabe-se lá Deus ou historiador peculiar o porquê. Acontece que esta data chega, se você sobrevive a este louco-mundo-louco. Cafonice pura que desperta a preconização em um número tão comum quanto o 23 ou o 25. Mas como precisamos atacar, que seja o 24, duas dúzias, dois homens, dois paus, só ignoraram o valor unitário, o do amor. Amor é o ímpar no par. A junção homogenia de duas heterogenias independente de sua individualidade. Entretanto o preconceito pode ser coletivo, em um grupo que se identifica numa violência retrógrada baseada em repressão. Mas o texto não é militante e, sim, sobre minhas 24 primaveras cheias de flores e amores.

Sempre tive medo de envelhecer. Não ligo pra idade, pode me chamar de fútil, mas as rugas de preocupação me traçam o rosto pelas próprias rugas, pele, aparência, pelo tempo que vem e não volta. Achados e perdidos sem endereço. Pelo “aproveite enquanto é jovem” que logo parará de ser repercutido pra mim mas de mim. Pelo “ir , ir e ir” enquanto tento entrar no ritmo da Sapucaí vital, ajustar a vida, dar conta de chegar a tempo de pegar o bonde de um novo dia esplêndido e banhado pela segurança de bons estudos, moradia e família bem estruturada para meus filhos e meu amor e ainda almoçar às 12.

Esperei a crise dos 24 chegar, não veio. É o hormônio de temperamento agressivo que resolveu dar trégua. Estou grávido! Grávido da certeza de um futuro em andamento, construído com base de planos e amor. Grávido da boa resolução do ser o que sou: quanto homem, profissional e amante. Vivo à espreita do orgulho e ambição por uma vida melhor. Ainda não cheguei lá! Mas estou no caminho. Por isso a crise não teve vez.

Talvez o inferno astral tenha se manifestado na véspera, mas foi bem domado. Estranho é a ausência da paranoia. A mesa está posta pra dois, com sobremesa e café. Mas nada da danada dizer olá. Ufa! Vou convidar meu amor, dizer que está tudo bem, que é bem vindo e que não precisa se apressar. Se o café esfriar, faço outro. Não vou me preocupar com tão pouco. O rumo está encaminhado, o peso do 24 ser a idade do sucesso neste Jogo da Vida está dedilhando minhas costas, agora é correr atrás, abraçar a causa, vencer e, mais que isso, amar. Acontece que já amo, então vamos apenas olhar pra frente e pra lá seguir. Afinal, estou só no começo: ande duas casas.


Sincero, eu espero,
Gui Morais.
24 anos, publicitário.
Facebook: Sincero, Eu Espero.
Instagram: mr.gmorais.
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