Olhos de mel

Mergulhei no mel de seus olhos.

Olhos tão simpáticos. Tão gentis. Tão apaixonantes. Esbulhados a mirar minha figura na escuridão daquela noite sem estrelas. Olhos que roubaram o brilho da lua e iluminaram os próximos passos, os próximos dias, os próximos sonhos, a próxima visita que me traria teu beijo. Olhos ao castanho mais castanho que viria conhecer. Olhos mais doces que viria ter. Olhos mais hipnóticos que viria me entregar. Olhos mais lindos que viria sonhar.

Me entreguei. Mergulhei. Afoguei. Por ali fiquei. Bêbado do mel dos seus olhos, que até as abelhas invejam, banhado pelo amor que em ti encontrei. Pois aqui estou eu, vivendo na imensidão melada da paixão que me provocou e então evocou. Mas é onde quero estar, até o fim do mundo, porque aqui é confortável, amável e encontrei o meu eu-feliz.

O mundo lá fora agora parece tão pequeno perto dos vários infinitos que aqui me deparei. Conheci a miséria quando em ti habitei. Foi quando descobri a grande esfera da felicidade em que me banhei. Nada lá fora é tão farto de cor quanto aqui. Tudo lá fora é tão farto de dor sem ti. Por tanto tempo estive andando sob pedras cinzas e nem sequer sei como sobrevivi. Agora não é mais questão de sobrevivência, nem mesmo de vivência, mas de ser, de ser em ti. Pois é aqui, nestes olhos dourados, que completo me vi. Completo vício, embriagado de teus elos, amarelos, tão belos, por mais brega que seja admitir. 

Olhos cuja expressão podem sempre me animar. Olhos cujo o amor me parece sempre visitar. Olhos em que sei poder voltar, de tudo apesar ou pesar. Olhos em que me encontrei e resolvi me estabelecer e, portanto, morar. Me abanam frescos com os imensos cílios distribuídos na beira do precipício que estou pra saltar. Precipício rodeado deste mel que embalsama meu ser. Hoje sou castanho, amanhã ainda quero castanho parecer. 

Olhos que encontrei calmaria, paz e um futuro familiar. Olhos que nada mais são do que meu novo lar. Ao sol ou ao luar, são os olhos que amo de paixão sem nem sequer duas, uma ou meia vez pensar. Afinal eu amo amar estes olhos que estão, neste momento, a me olhar profundamente, em seu mel, tão saboroso, delicioso, extraído da natureza da qual um dia veio te presentear. Olhos que me tiram a razão, mas não a emoção, que tiram a consciência e me levam pra passear bem alto, muito alto, suspenso no ar. Isto tudo, nada mais é do que o amor eterno, ou enquanto o eterno pode durar, que estou aqui à ti jurar. ❤

Desculpe tamanha cafonice. Mas o que é o amor senão um monte de cafonice servida à clichê? Entretanto, estou aqui te oferecendo todo o amor do mundo que de fato sinto por você. É minha passadinha pra te lembrar que o amo muitãozão infinitos.


Sincero, eu espero,
Gui Morais.
24 anos, publicitário.
Facebook: Sincero, Eu Espero.

Instagram: mr.gmorais.
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