Uma dose de crítica, por favor

Com gelo, limão e amor (se possível).

A crítica destrói. Ela constrói quando é pouca, sincera, acompanhada de duas colheres de motivação. Quando é muita, diária, em doses insistentes, por menores que sejam, ela destrói, corrói, dói.

A história da crítica construtiva é bonita, é de fadas, tem final feliz. Na vida não é bem assim, existem duas partes interessadas: a que apanha e a que bate. O praticante faz e dificilmente mede o estrago. Estraga o ego. Estraga a alma. Estraga a ponte que liga um ao outro.

Medir as palavras é igual medir Simeticona à conta-gotas. É fácil perder as estribeiras, pra ambos. Tudo se torna um drama familiar com drogas no meio. Bem ao estilo “Tu tá metida com drogas, Morena?”, o crítico se vicia na crítica, o criticado se fode com ela. A periodicidade curta é a quina da mesa de encontro com o hematoma recente – de fenda ainda aberta em sangue-fresco-seco. Frio na espinha. Dói na alma.

O cômico é que, de modo geral, este passeio na Terra dos Julgamentos geralmente tem a hipocrisia de Guia. Fácil falar, difícil fazer. Faça o que eu digo, não faça o que eu faço. “Você é isso e aquilo, opa! Eu também: temos algo em comum, olha só. Epa! Não aponta esse dedo pra mim, quem você pensa que é?!”

Ótimo seria se toda opinião alheia te servisse de coisas boas, o banquete seria tanto que todos estariam fartos, mas de ensinamentos. Pena que o mundo não é assim, “quem me dera, ao menos uma vez, acreditar por um instante em tudo que existe. E acreditar que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes“. 

Saiba, por sua vez, que todo machucado um dia resolve cuidar das suas feridas. E, que quando o faz, toma pra si uma força descomunal. Neste dia, ele olhará pro ‘aponta-dedos’ e dirá um libertador “foda-se”. Ali, as críticas recebidas com sucesso, armazenadas e, então, excluídas permanentemente valerão de um único e valioso aprendizado:             . (Um dia você irá descobrir… Não cabe a mim lhe dizer.)  

Mais difícil ainda é quando se ama o dono do indicador.

giphy

 


Sincero, eu espero,
Gui Morais.
23 anos, publicitário.
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