O Rio de Janeiro continua lindo

Uma pausa nas críticas pra poder dizer: o Rio é bonito pra caralho

O Rio é tão bonito que o sol chegou e ficou pra nunca mais sair. Quem me dera pudesse fazer o mesmo. Sem trégua. Sem férias. Feliz em fazer hora extra. Só admirando aquele MARavilhoso Cristo, Pão de Açúcar, praia, gente de tudo quanto é tipo.

Falar do Rio e não falar de fenotipo é falar de poema e não lembrar Drummond. Eu que o diga. Nunca estive confortável com meu corpo: nem magro, nem gordo, muito menos bombado. Esquisito, mirrado numas partes, rechonchudo noutras. Pareço uma coxinha de pernas grossas. 

Mas no Rio, meu amigo, o samba toca diferente. Lá, o sol é instalado na voltagem sobre-humana. É instalado pra estalar as peles. Fazer queimar. O sol não chegou e ficou pra brincadeira. Passou no concurso, mas se dedicou. Jamais fez corpo mole ou acomodou pela segurança do cargo.

Botou o pé pra fora de casa, o pé queimou. Lei. Empreteja. Frita um ovo em menos tempo que a frigideira, se precisar. O pão é vendido cru, no caminho de casa ele assa à temperatura ambiente. Se mora longe, já sabe! Se duvidar, deve haver algum artigo na legislação que obrigue ter uma padaria a cada esquina. Uma padaria e dois bares. Vai ter bar assim aqui na minha cidade! Não é pra menos, um sol desses pede e implora por uma cervejinha gelada. Se tiver uma pelada nem se fala. Duas, então?! Eita, cidade maravilhosa cheia de encantos mil. 

Foi este clima verão-socorro-todos-os-dias que eu fui obrigado a tirar meu pudor, junto com a vergonha e, também, a camiseta. Pois bem, revelei meu corpo nada atlético e… Nada. Exatamente, nada. Nem uma olhada torta. Nem um julgamento. Nem um “que porra esse moleque tá fazendo?”. Se fosse aqui no Paraná, era capaz de levar uma pedrada e uma intimação judicial: não é sarado, tirou a camiseta e causou constrangimento aos passeantes.

Olhei pro lado, uma senhora no auge dos seus 80, se divertindo (pouco se fodendo) em seu biquíni de bolinha, amarelinho e tão pequenininho. Do outro, um magricela-puro-osso tomando seu sozinho diário, sem se preocupar com a sunguinha que sambava em suas poucas curvas. Na minha frente: o mar e sua imperfeição perfeita com incontáveis sinuosidades, cores, texturas e, principalmente, toda sua generosidade em acolher tanta gente num abraço gigante… opa, aquela levou um caldo, coitada!

Pra finalizar, antes que engatilhe uma crítica, quero reforçar que o Rio é o Rio e nada mais.


Sincero, eu espero,
Gui Morais.
23 anos, publicitário.
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