Até que o “visualizou e não respondeu” nos separe

É difícil te namorar quando tudo fica azul e a ignorada é esfregada na minha fuça.

Te amar é “fácil”. A gente brinca, briga, tem apelidos pseudo-carinhosos com nossas maiores fraquezas. Falamos de tudo um pouco. Deixamos de falar de nada um pouco. Ainda temos sorrisos bobos. Palavras fofas trocadas. Palavras estranhas trocadas. Palavras não trocadas. Damos uma piscadela pra repaquerar. Uma piscadela pra tirar o mosquito que se pôs em meio a nossa paquera. E até brincamos de lutinha terminando com uma guerra de cosquinha que rende risadas – você sempre se rende.

Mas a gente sabe que seu rendimento é temporário. “O brinquedo é meu, as regras são minhas, se não for assim, to descendo do play.” Mimadão, chatão e um bobão de carteira registrada com direito a décimo terceiro você é meu eterno namorado. Na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que o “visualizou e não respondeu” nos separe.

 É estranho como algo, como a Internet, que poderia nos aproximar, nos separa tanto. Eu emburrado num canto da minha cidade, você disperso em meio a algum programa de humor, sem nem reparar o tamanho do meu beiço, em outro canto de sua cidade.

Disperso, insuportável! O mundo acaba e você nem sabe o que comeu de almoço. O dia acaba e você nem percebeu que já é natal. O universo parou e gritou “socorro!” e você nem reparou que o leite está fervendo e derra… derramou em todo o fogão. O seu namorado está te chamando incessantemente no whats, face, insta, snap, inventando um assalto, seguido de sequestro, abdução, morte, término de namoro… e você nem entendeu ainda a piada do “Vai Que Cola” que fizeram há 3 segundos atrás.

O que fazer? Respirar? Comer? Embebedar-me? Mudar-me? Bater-te? Matar-te?

O azulzinho nos separa um pouco, a cada visualizada e não respondida que recai em nosso relacionamento. E você… nem sabe quem acabou de jogar um abajur azul na sua cabeça azul, gritando “TUDO ISSO É PELO AZUL!”. E você me pergunta: “tudo isso por causa de um azul?” E eu respondo:

NÃO É SÓ PELO AZUL, MAS POR TUDO E TODOS QUE UM DIA FICARAM “AZUL”!

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Sincero, eu espero,
Gui Morais.
23 anos, publicitário.
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