Laranja é Yakult

É Trident. É Alpino. É Kinder Ovo. É Poleguinho. É aqueles mini-pães. É paçoca. Toddynho. Danoninho. Chiclets do branquinho. É fim de amizade se insistir em dividir. 

Me chame do que quiser: egoísta, individualista, cretino ou cuzão. O fato é que existem coisas que vieram ao mundo para exercitar nossa face “singularista” (não da corrente estética de Portugal, mas do neologismo “singular”, “único”, “individual”, “egocêntrico”, “egoísta”). E uma delas é a tal da laranja.

Eu não gosto de laranjas, mas há um momento na vida que você precisa de vitaminas no corpo, e uma delas é a C. Laranja, rica em vitamina C, “preciso consumir”. Fora os quilos a mais adquiridos com “um pedacinho de bolo pra matar a fome, uma mortadela pra matar o desejo de comer e mais uma lata de leite condensado porque sim”, que precisam ser liquidados. 

Trouxe minha laranjinha ao trabalho (sim, vou começar uma historinha meio do nada). Tinha a intenção de devorar-sem-pudor às poucas horas antes de ir pra minha casinha. Alguns minutos antes ouvi alguém reclamar à fome. Respirei. Fundo. Bem fundo. Olhei para os lados. Fingi não ouvir. Fiz careta. Curvei a testa em sinal de protesto à mente. Minha cara de “estou fora do ar” deve ter convencido, espero. 

“Que merda! Laranja não é pra ser dividida.”, pensei. Me senti pressionado a oferecer metade da minha laranja, isso até soa romântico, mas é aí que os amores não vão pra frente: uma metade não é suficiente.Você não se satisfaz com meio sexo, meio oxigênio, meio salário mínimo, meia laranja. 

Me senti mal? Não. Minha laranja, poxa vida. (Talvez eu esteja me sentindo mal, mas não queira admitir. Afinal, por quais motivos teria parado a vida pra fazer este post?) The facto is: se a vida lhe der laranjas, divida. Se der laranja (assim, no singular) coma sozinho. Porque é o que a vida faz com você: te come sozinha. No fim, estamos todos sós, com ou sem laranja.

Pra não terminar o texto com este último e mórbido parágrafo, vou aqui dizer: seja mais nobre que eu e divida sua vitamina C.


Sincero, eu espero,
Gui Morais.
23 anos, publicitário.
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