Não vou te deixar, mas terei que maneirar

Nosso amor começou no ódio.

Eu não gostava. Só o cheiro me dava ânsia. Depois entrei na faculdade e demorou pouco pra eu descobrir os encantos da cafeína. Mesmo assim não comecei de cabeça no café-preto-clássico, primeiro o cappuccino bateu carteirinha nas minhas madrugadas e manhãs. Depois foi o Nescafé. Só de pensar que teria prova no dia seguinte, já sentia o cheiro subindo no ar, involuntariamente.

Esse pré-vício encareceu. Estava praticamente comendo miojo pra sustentar minha necessidade de três colheres de Nescafé torrado, duas de açúcar e muito leite, por caneca, três doses ao dia, pelo menos

Tudo se consolidou no meu primeiro estágio. Era cedo. Eu tinha sono. Falta de costume. Precisava de cafeína. E só tinha o clássico cafezinho preto básico. Dois meses e meu vício já estava incorporado dentro de mim. O café preto era o novo pretinho básico. Hoje, é “hmmmmmm… AQUELE cafézinho agora. Tudo de bom!“.

A coisa ficou séria esses dias. Feriado. Frio. Preguiça. Tudo junto. Como pausar a leitura, levantar e fazer o café com este combo-quero-ficar-na-minha,-obrigado? Difícil. Com isso veio a consequência: dor de cabeça chata. Parecia que vinha do ciso. Mas ocupava meu crânio. Esmagava. Meus neurônios estavam amolecidos e derretiam dentro de mim.

Remédio ou café? Remédio ou café? Remédio? Café. Não deu outra, a primeira xícara foi como se faixas coloridas e carnavalescas fossem soltas  l e n t a m e n t e  dentro da minha cabeça. Tudo estava lindo. Sentia meu crânio formigar. Meu cérebro agradecer. Era tudo muito sensitivo. Chega a ser estranho. Mas não tinha discussão: eu estava sentindo uma festa na minha cabeça. Mais uma dose e eu gozaria (de boa saúde).

Hoje tento diminuir os dedos da caneca. Tento me concentrar em algo a longo prazo: minha liberdade. Afinal, todo vício é uma prisão corpórea, construída na sua mente. Corpórea, pois se não alimentada, ela te esmaga. Bem, não quero a pressão do mundo no meu cérebro. Quero só poder dizer “hoje vou ficar deitado” e poder conviver com isso sem dores.

Tomara que dê certo. Hoje, são 15:44, eu bebi apenas duas canecas. Não estavam transbordando. Já é um começo. Enquanto escrevia, falei tanto de café que estou acelerandoofimdotexto pra poder somar 3. 

Não vou concluir. Com licença. ❤

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Sincero, eu espero,
Gui Morais.
23 anos, publicitário.
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